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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nelbe Restaurante

No último sábado, dia 28 de maio,  fui almoçar em um restaurante  no "pé" da Praça Osório, em Curitiba. Eu já havia percebido a movimentação do novo estabelecimento, e pela fachada tive vontade de entrar e conferir.

                                          Foto da fachada do restaurante

Me refiro ao restaurante Nelbe, localizado na Praça Osório esquina com a rua Jesuíno Marcondes, inaugurado no dia 5 de abril de 2011. Na entrada a recepção é feita por uma senhorinha muito simpática, que dá as boas-vindas para os visitantes e de cara já nos deixa à vontade. O espaço possui três ambientes amplos, e os detalhes me encantaram  como o lustre simples e charmoso, o aparador na bandeja que não deixa o prato escorregar, o uniforme do atendente, tudo feito com delicadeza.

O sistema de serviço é buffet por kilo que custa R$ 2,69 a 100g de segunda a sexta-feira, e R$ 2,99 a 100g no sábado. Uma mesa completa com ampla variedade de saladas é complementada pelos deliciosos pratos quentes. Dentre as opções arroz de dois tipos, carnes grelhadas e com molhos, massas e outros pratos de dar água na boca.
 


O que eu mais gostei foi o salmão com champignon, alcaparras, azeite de oliva e pimentão. Estava fantástico e acompanhou bem com os ingredientes saudáveis fizeram parte minha refeição. O meu prato, da foto acima, custou R$ 11,78, degustado do início ao fim com muita satisfação.

Ah! O restaurante ainda tem um buffet de sobremesas, que pela minha onda saudável não me deixei cair em tentação, mas de longe deu para notar mais de cinco opções apetitosas já na aparência. 

Então fica uma dica de restaurante delicioso e barato bem no centro da cidade, pertinho de tudo. Eles ainda reservam o espaço para eventos.





sexta-feira, 25 de março de 2011

Marian Guimarães, um exemplo de pessoa e profissional

Eu tive o prazer de conhecer essa mulher. Nesta semana tomamos um café acompanhado de boa conversa munida de experiências, profissionalismo, paixão pela vida e principalmente simplicidade.

Quem a vê, logo de longe nota sua elegância e seu requinte que a cobre de tecidos leves da cabeça ao pés, e o charme no óculos escuro e nos acessórios.

Um jornalista precursora da Gastronomia em Curitiba, uma repórter respeitada nas áreas em que atuou, e hoje fora dos jornais mostra sua profissão no blog que alimenta diariamente com muito carinho.

São muitos os adjetivos para falar sobre Marian, em minha pesquisa sobre o jornalismo gastronômico ela é uma das "peças" fundamentais que vão me ajudar a desvendar melhor esse meio.

Conversamos por cerca de uma hora, em que ela relatou suas experiências em mais de 40 anos de jornalismo. Em jornais, colunas, criou grandes cadernos que temos hoje, como o Bom Gourmet e o Caderno G da Gazeta do Povo, e por fim a satisfação em escrever no seu blog.

Uma das lições que aprendi ouvindo cada palavra que Marian me dirigiu e percebendo o brilhos nos olhos dela ao falar de sua vida, vi que quando fazemos o que gostamos, quando "entramos de cabeça" e nos envolvemos a fundo no que queremos, conseguimos tudo: sucesso, alegrias e principalmente o reconhecimento.

É sempre um prazer....

quarta-feira, 9 de março de 2011

Visita inesperada: e agora?

Imagine a cena: Você está em casa (em Curitiba, sua terra natal) após o almoço. Não tem nada para fazer, você pretendia descansar quando soa a campainha, ou tocam o interfone, ou ainda gritam no seu portão. Aquela amiga que você não vê faz muito tempo...
Porém, uma das coisas que os curitibanos menos gostam é receber uma visita inesperada em sua casa. Pocha, não custa nada marcar hora, não é mesmo? Primeiro porque a cultura não o deixa livre para tal prática, e depois ele não estava preparado psicologicamente para fazer uma recepção. Outro problema é a falta de alguma “preciosidade gastronômica” para oferecer para a visita.
E agora, o que fazer?
É muito mal educado você deixar a visita sentada na sala e não oferecer ao menos uma água para que ela se sinta mais à vontade na sua casa. Então, para que a situação não fique ainda pior, o negócio é começar a conversa pela cozinha, afinal, é bem provável que a visita se estenda por pelo menos uma hora, principalmente se essa pessoa for de outra cidade. Uma das dicas é preparar você mesmo alguma coisa, isso deixa você mais próximo da visita – é chato ir comprar alguma coisa, parece que você tem preguiça ou não tem vontade de fazer nem um gesto de carinho para a pessoa - e enquanto o prato é preparado você vai “colocando a fofoca em dia”.
Mas qual receita rápida e prática eu posso fazer?
Pão, tomate, orégano e ovos, praticamente todo mundo, sempre tem em casa. Então, é possível fazer uma Brusqueta, e se tiver um queijo, melhor ainda. Corta o tomate picadinho, coloca o queijo no pão, os tomates e orégano por cima e com um toque de azeite, surpreenderá sua visita. O único problema, é que essa visitinha inesperada pode acabar virando rotina...Basta servir com um suco, ou se estiver frio – o que não é novidade em Curitiba – até um chá vai bem.
Se você preferir algo doce, pode preparar um ‘bolinho de chuva’. É bem simples e tem a “cara” dos dias nublados de Curitiba. Ovo, leite, fermento, trigo, açúcar e óleo para fritar, resolvem o seu problema em menos de 15 minutos. Com um cafezinho bem quentinho, certamente o papo ainda vai render muito.
É claro que dependendo da sua disposição e do valor afetivo da sua visita para você, o cardápio pode ser ainda mais elaborado. O importante é deixar se expressar o “mestre cuca” que há dentro de você.
PS: Esse post foi feito em homenagem a minha amiga Adriane, que veio de São Paulo e me proporcionou o grande prazer de uma visita agendada, em que pude recebê-la com bolo preto e branco (chocolate branco e preto), café e três horas de conversa.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Andar de ônibus também é cultura

Às vezes reclamo de andar de ônibus pelo desconforto, tempo, entre outros fatores, mas é no transporte público que me deparo com experiências de vida e histórias que enriquecem cada dia mais meu repertório.

Esses dias, na ida para a faculdade, cheguei no ponto de ônibus e uma senhora aguardava o mesmo ônibus. Logo que cheguei ali, ela exclamou, “nossa, o ônibus está demorando”. Foi o ponta pé inicial para a nossa conversa. Pela quantidade de “s” que ela utilizou para falar, logo percebi que sua origem era o Rio de Janeiro. Conversamos sobre a cultura do Rio e Brasília – minha terra natal – e comparamos com Curitiba. Falamos sobre o trânsito, as pessoas e chegamos como sempre, na gastronomia. Ela comentou que o que mais chamou a atenção dela quando veio pra cá há cerca de 9 anos, foi ir até um restaurante em Santa Felicidade e além de ter fila, demorar mais de uma hora para entrar no restaurante e fazer a refeição.

Franco (2006) fala sobre a evolução da gastronomia e suas influências:

Começam a aparecer restaurantes famosos em aldeias e proximidades de estradas, ensejando o aparecimento de verdadeiras dinastias culinárias, com papel importante na evolução da gastronomia. A grande cozinha irá inspirar-se cada vez mais na cozinha popular e na cozinha burguesa das regiões da França (FRANCO, 2006, p. 232).

Mais uma vez notei a influência gastronômica de Curitiba, que impressiona as pessoas. Muitas vezes quem está aqui não percebe, mas quem vem de fora, nota o quanto a gastronomia é valorizada por aqui. Talvez isso seja algo a se prestar mais atenção.