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quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Settimana della Gastronomia Italiana"

Começa nesta sexta-feira, dia 27 de maio, o evento gastronômico 'Uma semana de Itália em Curitiba'. O festival que acontecerá até o dia 5 de junho, faz parte do projeto Mia Cara Curitiba, e mostrará um circuito de gastronomia italiana  com cardápios especiais para almoço ou jantar em 21 restaurantes com valor fixo de R$39 (prato principal e sobremesa típicos).


 Foto: Salame al Cioccolato, restaurante La Vitta è Bella

Os restaurantes participantes são: Armazém Italiano, Bistro do Victor, C La Vie, Cantina do Délio, DUO Cuisine, Famiglia Caliceti di Bologna, Famiglia Fadanelli, PaniOlio, Pesticaria do Victor, Restaurante Bar do Victor, Scavollo, Trattoria Boulevard, Trovatta Crystal, Vila Marcolini, Vin Bistro, Campania, Forneria Belluna, Gepetto, La Pasta Gialla, La Vitta è Bella e Le Bourbon.

O Mia Cara Curitiba é um movimento organizado pelo Consulado Geral da Itália do Paraná e de Santa Catarina, que pretende comemorar o aniversário de 150 anos da Unificação da Itália,ou seja, do encontro entre comunidade italianas e brasileiras, com a promoção de  atividades culturais, esportivas, sociais, religiosas e gastronômicas, nesses 10 dias de evento.  


A programação completa pode ser obtida através do site: 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Risoto à moda da Wal

Já que fez tanto sucesso no facebook, resolvi postar a foto do meu risoto para meus amigos do blog, e contar um pouquinho sobre a história dele.



Como já falei outras vezes aqui, adoro fazer novas receitas na cozinha. Não me sinto uma chef, somente uma apreciadora da gastronomia. 

Diariamente a minha avó faz o almoço na minha casa, e de vez em quando, gosto de dar um descanso para ela e fazer as minhas "doideiras". Esse risoto foi uma delas. Talvez alguns chefs queiram me matar nesse momento, mas a base do meu risoto é molho branco, costumo chamá-lo de falso risoto. Nesse dia, coloquei coisas que tinham na geladeira: salsicha (vina para os curitibanos), cenoura e cebolinha verde. A vagem eu comprei só para dar um charme no prato, e o deixou muito saboroso. O frango grelhado foi para deixar a comida bem saudável.

Foi um momento de prazer. Ainda fiz um charminho na hora de apresentar o prato, colocando tampas de panela em cima dos pratos para que a comida não fosse vista. Eu, minhas duas irmãs, minha avó e minha mãe sentamos à mesa, e 1,2,3 eu pedi para que tirassem as tampas. Gosto de tornar a gastronomia um prazer, uma arte de degustar os alimentos. Não é o bastante sentarmos à mesa, e simplemente comermos rapidamente, sem sentir nem o gosto.

Todos se deliciaram...até a pequena de 5 anos, que quase nunca gosta de nada.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Marian Guimarães, um exemplo de pessoa e profissional

Eu tive o prazer de conhecer essa mulher. Nesta semana tomamos um café acompanhado de boa conversa munida de experiências, profissionalismo, paixão pela vida e principalmente simplicidade.

Quem a vê, logo de longe nota sua elegância e seu requinte que a cobre de tecidos leves da cabeça ao pés, e o charme no óculos escuro e nos acessórios.

Um jornalista precursora da Gastronomia em Curitiba, uma repórter respeitada nas áreas em que atuou, e hoje fora dos jornais mostra sua profissão no blog que alimenta diariamente com muito carinho.

São muitos os adjetivos para falar sobre Marian, em minha pesquisa sobre o jornalismo gastronômico ela é uma das "peças" fundamentais que vão me ajudar a desvendar melhor esse meio.

Conversamos por cerca de uma hora, em que ela relatou suas experiências em mais de 40 anos de jornalismo. Em jornais, colunas, criou grandes cadernos que temos hoje, como o Bom Gourmet e o Caderno G da Gazeta do Povo, e por fim a satisfação em escrever no seu blog.

Uma das lições que aprendi ouvindo cada palavra que Marian me dirigiu e percebendo o brilhos nos olhos dela ao falar de sua vida, vi que quando fazemos o que gostamos, quando "entramos de cabeça" e nos envolvemos a fundo no que queremos, conseguimos tudo: sucesso, alegrias e principalmente o reconhecimento.

É sempre um prazer....

quarta-feira, 9 de março de 2011

Visita inesperada: e agora?

Imagine a cena: Você está em casa (em Curitiba, sua terra natal) após o almoço. Não tem nada para fazer, você pretendia descansar quando soa a campainha, ou tocam o interfone, ou ainda gritam no seu portão. Aquela amiga que você não vê faz muito tempo...
Porém, uma das coisas que os curitibanos menos gostam é receber uma visita inesperada em sua casa. Pocha, não custa nada marcar hora, não é mesmo? Primeiro porque a cultura não o deixa livre para tal prática, e depois ele não estava preparado psicologicamente para fazer uma recepção. Outro problema é a falta de alguma “preciosidade gastronômica” para oferecer para a visita.
E agora, o que fazer?
É muito mal educado você deixar a visita sentada na sala e não oferecer ao menos uma água para que ela se sinta mais à vontade na sua casa. Então, para que a situação não fique ainda pior, o negócio é começar a conversa pela cozinha, afinal, é bem provável que a visita se estenda por pelo menos uma hora, principalmente se essa pessoa for de outra cidade. Uma das dicas é preparar você mesmo alguma coisa, isso deixa você mais próximo da visita – é chato ir comprar alguma coisa, parece que você tem preguiça ou não tem vontade de fazer nem um gesto de carinho para a pessoa - e enquanto o prato é preparado você vai “colocando a fofoca em dia”.
Mas qual receita rápida e prática eu posso fazer?
Pão, tomate, orégano e ovos, praticamente todo mundo, sempre tem em casa. Então, é possível fazer uma Brusqueta, e se tiver um queijo, melhor ainda. Corta o tomate picadinho, coloca o queijo no pão, os tomates e orégano por cima e com um toque de azeite, surpreenderá sua visita. O único problema, é que essa visitinha inesperada pode acabar virando rotina...Basta servir com um suco, ou se estiver frio – o que não é novidade em Curitiba – até um chá vai bem.
Se você preferir algo doce, pode preparar um ‘bolinho de chuva’. É bem simples e tem a “cara” dos dias nublados de Curitiba. Ovo, leite, fermento, trigo, açúcar e óleo para fritar, resolvem o seu problema em menos de 15 minutos. Com um cafezinho bem quentinho, certamente o papo ainda vai render muito.
É claro que dependendo da sua disposição e do valor afetivo da sua visita para você, o cardápio pode ser ainda mais elaborado. O importante é deixar se expressar o “mestre cuca” que há dentro de você.
PS: Esse post foi feito em homenagem a minha amiga Adriane, que veio de São Paulo e me proporcionou o grande prazer de uma visita agendada, em que pude recebê-la com bolo preto e branco (chocolate branco e preto), café e três horas de conversa.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A voz da experiência

Aproveitando a onda de Natal, fiz inscrição para um curso de culinária com sobremesas para comemorar a data. Achei interessante a ideia, pelo menos ia me distrair um pouco. Chegando no local do curso, com meia hora de antecedência, me deparei com uma senhora que puxou papo comigo, e o 's' em destaque no sotaque dela não negava suas raízes, ela é carioca. Ficamos ali por um bom tempo conversando sobre gastronomia. Ela me contou sobre os bolos que costuma fazer, as viagens que faz pelo Brasil e pelo mundo, disse que me ensinaria mil coisas e assim fomos até o início do curso.

Quando o curso começou a senhora já mostrou que sua experiência na cozinha era algo fantástico, e que os pequenos detalhes fazem a diferença na hora de coloca a mão na massa. Falava sobre alguns ingredientes que poderiam ser substituídos por outros (enquanto a chefe dava o passo-a-passo na frente de 30 e poucas alunas), quais marcas de produtos utilizar e outros detalhes.

De um curso simples eu aprendi muito mais, e ainda ganhei uma amiga, a dona Zita. Já combinamos de fazer bolos de Natal, empadas e muitas outras guloseimas. E o que mais me marcou nela, foi a vontade de fazer as delícias para as pessoas sem esperar nada em troca e ainda, fazer tudo com muita alegria e prazer. A experiência foi muito válida e mais do que uma ou duas sobremesas, minha noite gastronômica foi uma troca de conhecimentos, experiências de vida e energia positiva.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A expansão gastronômica em Curitiba


Estou realizando uma pesquisa sobre o jornalismo gastronômico em Curitiba. E, no decorrer dos estudos e de alguns momentos gastronômicos que tenho participado, percebo que realmente Curitiba tem se tornado um potencial nessa temática.

No último final de semana, dias 5 e 6 de novembro, participei da 3ª edição do Empório Soho – Gastronomia e Cultura em um só lugar, que aconteceu na Praça Espanha. Vários momentos durante a feira me chamaram a atenção.

Para começar, a iniciativa da organização do evento, o Batel Soho e de cada um dos 23 restaurantes, bares, cafés, chocolateria e bistrôs, que participaram do evento. Os restaurantes renomados da cidade e grandes nomes da gastronomia curitibana que na sexta-feira debaixo de chuva permaneceram ali, embaixo das barracas à disposição do público.

Outro destaque foi a quantidade de pessoas que se evolveu no evento: homens, mulheres e até cachorros estavam por ali, curtindo boa música e degustando de algumas delícias oferecidas pelos renomados chefes da região. Isso mostra o quanto o público da região está “antenado” no que há de melhor na gastronomia e o quanto está disposto a participar desse tipo de manifestação.

Até um guia de gastronomia foi lançado durante o evento. Feito pela jornalista Mariela Castro e pela advogada Dora Ostronoff, à frente da editora AllesGut, elas desenvolveram em 1 ano e 3 meses de pesquisas e visitas à estabelecimentos um guia com 94 estabelecimentos interessantes da cidade. O diferencial desse guia, é que além de oferecer diversas opções gastronômicas, nele os consumidores tem milhares de reais em vouchers com descontos exclusivos. Em conversa com as criadoras do guia, elas contaram que sentiam falta disso na cidade, embora ambas morarem em São Paulo, e ficaram contentes em poder visitar cada cantinho da cidade para colocar no guia um pouco do que gostam.

A gastronomia se tornou um prazer e não mais simples forma de saciar a fome:
 
O consumo de alimentos, assim como a satisfação de qualquer apetite, há muito deixou de ter como objetivo principal a nutrição e, em vez disso, passou a conter inúmeros significados sociais, culturais e simbólicos. Nas sociedades de consumo da era industrializada, qualquer ideia, prática cultural e substância material concebível parece ter sido transformada pelas “forças de mercado. Em mercadorias cobiçadas. A sociedade de consumo coloca todo à venda, e a comida não constitui um exceção. Isso torna o desejo por comida não uma simples questão de atender às necessidades básicas de alimentação, e, sim, parte de um discurso social em que identidades pessoais e coletivas são definidas e apresentadas.(SLOAN, 2005, p, 69,70).

E como parte desse prazer de saciar a fome e apreciar da interação social, o Jovens Tardes teve sede na praça, com a presença do Sr. Jorge e a rapaziada, que puderam degustar de gastronomia e cerveja ao som das bandas locais. 

E assim, esperamos a próxima edição do Empório Soho, e a minha pesquisa segu a todo vapor aliando a "fome com a vontade de comer".


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um bom vinho e uma ótima conversa


Uma das coisas mais interessantes da gastronomia e a comunicação que ela proporciona. Com o vinho isso não é diferente, pelo contrário, é ainda mais intenso. Ao abrir uma garrafa de vinho com uma companhia agradável, e ficar falando da vida olhando a textura e sentindo o aroma, são uma das sensações mais encantadoras dessa arte. Neste final de semana tive o prazer de fazer isso. É bacana que as sensações que isso traz pra mim são diversas. Primeiramente o prazer, que vem munido de felicidade e até de uma pizza, como foi o caso, que desperta uma verdadeira viagem gastronômica.

Nessas horas eu paro para refletir, mais uma vez, sobre o quanto eu sou uma apaixonada pela gastronomia. Alguns teóricos que estudam o tema fazem relações diversas com o prazer e a união das pessoas por meio das degustações de pratos e vinhos. Outros ressaltam o consumo como fator predominante que é não somente a alimentação e sim envolvendo questões culturais e até mesmo sociais.

O consumo de alimentos, assim como a satisfação de qualquer apetite, há muito deixou de ter como objetivo principal a nutrição e, em vez disso, passou a conter inúmeros significados sociais, culturais e simbólicos. Nas sociedades de consumo da era industrializada, qualquer ideia, prática cultural e substância material concebível parece ter sido transformada pelas “forças de mercado”. Isso torna o desejo por comida não uma simples questão de atender às necessidades básicas de alimentação, e, sim, parte de um discurso social em que identidades pessoais e coletivas são definidas e apresentadas. A comida foi, desse modo, transformada em símbolo, ícone, tropo, signo e status. (SLOAN, 2005, pg.69,70)



A comida faz o papel de unir palavras entre pessoas e uma conversa munida de vinho seja ele branco, tinto, rose ou verde, do tipo seco, suave ou misto, costuma durar longas horas, ou até o vinho acabar. Mesmo assim, abre-se uma nova garrafa e a conversa prossegue com ainda mais fervor e benevolência. A vida é aberta como um livro da prateleira, a cada página uma surpresa ou mesmo uma inquietação; um vestígio de passado, mas a materialização da experiência. Essa troca, essa intensidade faz parte do presente, talvez o melhor presente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Andar de ônibus também é cultura

Às vezes reclamo de andar de ônibus pelo desconforto, tempo, entre outros fatores, mas é no transporte público que me deparo com experiências de vida e histórias que enriquecem cada dia mais meu repertório.

Esses dias, na ida para a faculdade, cheguei no ponto de ônibus e uma senhora aguardava o mesmo ônibus. Logo que cheguei ali, ela exclamou, “nossa, o ônibus está demorando”. Foi o ponta pé inicial para a nossa conversa. Pela quantidade de “s” que ela utilizou para falar, logo percebi que sua origem era o Rio de Janeiro. Conversamos sobre a cultura do Rio e Brasília – minha terra natal – e comparamos com Curitiba. Falamos sobre o trânsito, as pessoas e chegamos como sempre, na gastronomia. Ela comentou que o que mais chamou a atenção dela quando veio pra cá há cerca de 9 anos, foi ir até um restaurante em Santa Felicidade e além de ter fila, demorar mais de uma hora para entrar no restaurante e fazer a refeição.

Franco (2006) fala sobre a evolução da gastronomia e suas influências:

Começam a aparecer restaurantes famosos em aldeias e proximidades de estradas, ensejando o aparecimento de verdadeiras dinastias culinárias, com papel importante na evolução da gastronomia. A grande cozinha irá inspirar-se cada vez mais na cozinha popular e na cozinha burguesa das regiões da França (FRANCO, 2006, p. 232).

Mais uma vez notei a influência gastronômica de Curitiba, que impressiona as pessoas. Muitas vezes quem está aqui não percebe, mas quem vem de fora, nota o quanto a gastronomia é valorizada por aqui. Talvez isso seja algo a se prestar mais atenção.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A arte da gastronomia no cotidiano

  
   Vou abrir os posts deste blog falando um pouco sobre o meu amor pela gastronomia.
  Não é de hoje que abro a geladeira e procuro algum ingrediente inusitado para fazer uma receita especial. Ou então, substituo um ingrediente por outro para dar um toque especial nas minhas receitas. Porém, gastronomia não se resume a receitas, pelo contrário, ela é uma mistura de saberes e experimentos, muito mais detalhes do que podemos imaginar. Uma arte, talvez:

Podemos afirmar que a principal preocupação da arte de cozinhar é proporcionar o máximo de prazer a quem come. Não comemos apenas para saciar a fome, mas, principalmente para ter prazer. Além disso, o ato de comer tem um sentido simbólico para o homem. Comer o mesmo pão, por exemplo, é alimentar-se juntos, é sinal de fraternidade, solidariedade e companheirismo (LEAL, 2004, p.7).

   Esse prazer na alimentação eu sinto em alguns momentos. Quando vou almoçar ou jantar em um restaurante e tento degustar de cada ingrediente que foi utilizado naquele prato. Ou até mesmo, quando ouço as pessoas comentarem sobre alguma matéria que saiu no jornal sobre gastronomia, ou que simplesmente que adoraram um festival gastronômico que teve na cidade.
  Nessa vida corrida de quase jornalista, conheço pessoas de cidades, perfis, profissões distintas, e a cada encontro procuro valorizar a experiência. Semana passada no retorno de um evento, peguei um táxi  e no caminho notei que o  taxista era muito falante, e achei curioso porque quando entrei no carro percebi que tinha um jornal em um bolso no banco do passageiro. Logo aproveitei e falei que tinha achado aquilo interessante. A conversa se extendeu e ele afirmou que sempre tem pelo menos duas opções para que o passageiro possa aproveitar a corrida e colocar a leitura em dia. 
  Mas aonde que entra a gastronomia nessa história? Durante a conversa ele me falou sobre a importância da leitura e que incentiva muito seus filhos à pratica. Aproveitei o gancho - jargão jornalístico - e perguntei se ele gostava de gastronomia e para ele qual era o significado desse termo, receitas ou matérias sobre o assunto. Foi assim que começou a história, me contou que gosta de fazer receitas diferentes "Nada de arroz e feijão", ele disse. O auge da conversa foi quando ele comentou que recentemente tinha feito um carneiro que o amigo dele comprou e deu para ele ser o "chef".
  Essas coisas me fazem pensar a gastronomia. Para cada um ela tem um significado diferente, mas o que há em comum é sair do trivial. Talvez seja esse o verdadeiro significado da gastronomia, como disse o autor supracitado não é apenas o ato de comer.