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terça-feira, 29 de março de 2011

Dica de comunicação

Hoje eu vou deixar uma dica sobre comunicação para quem gosta de se aprofundar no assunto, ou mesmo, ler sobre o tema.

Conheci o site da Manuela Rodriguez, uma secretária executiva nascida na Espanha e que ha 20 anos ministra palestra nas áreas de comunicação e redação comercial.

No site você pode encontrar artigos escritos por ela em português e espanhol, como: Comunicação e Objetividade, A arte de falar bem, O humor e a comunicação, além de muitos outros. 

Manuela também é a autora de cinco livros, entre eles o lançamento "Por favor, não massacre a língua portuguesa", seu lançamento.

Vale a pena conferir!

http://manuelarodriguez.com.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Comunicação e informação

Hoje estava lendo um pouco sobre comunicação sob o ponto de vista do autor Michel Maffesoli no livro A Genealogia do Virtual de Francisco Menezes Martins e Juremir Machado da Silva. Encontrei alguns pontos interessantes que gostaria de compartilhar com você sobre o que é comunicação e para que ela serve efetivamente.

A comunicação é uma forma de reencarnação desse velho simbolismo, simbolismo arcaico, pelo qual percebemos que não podemos nos compreender individualmente, mas que só podemos existir e compreendemo-nos na relação com o outro. Nesse sentido, a ideia de individualismo não faz muito sentido, pois casa um está ligado a outro pela mediação da comunicação (MARTINS; SILVA, 2008, p. 20).

É interessante pensar a comunicação como um meio de sociabilidade, em que as pessoas trocam informações e utilizam dos sentidos para manifestarem a comunicação. Em alguns pontos parece óbvio, mas o teórico Maffesoli mostra desde o comunicar por comunicar, a interatividade pelos meios de comunicação e a comunicação direcionada por público-alvo. Todos esses aspectos, entre outros de outros teóricos podem ser encontrados no capítulo dois do livro supracitado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um bom vinho e uma ótima conversa


Uma das coisas mais interessantes da gastronomia e a comunicação que ela proporciona. Com o vinho isso não é diferente, pelo contrário, é ainda mais intenso. Ao abrir uma garrafa de vinho com uma companhia agradável, e ficar falando da vida olhando a textura e sentindo o aroma, são uma das sensações mais encantadoras dessa arte. Neste final de semana tive o prazer de fazer isso. É bacana que as sensações que isso traz pra mim são diversas. Primeiramente o prazer, que vem munido de felicidade e até de uma pizza, como foi o caso, que desperta uma verdadeira viagem gastronômica.

Nessas horas eu paro para refletir, mais uma vez, sobre o quanto eu sou uma apaixonada pela gastronomia. Alguns teóricos que estudam o tema fazem relações diversas com o prazer e a união das pessoas por meio das degustações de pratos e vinhos. Outros ressaltam o consumo como fator predominante que é não somente a alimentação e sim envolvendo questões culturais e até mesmo sociais.

O consumo de alimentos, assim como a satisfação de qualquer apetite, há muito deixou de ter como objetivo principal a nutrição e, em vez disso, passou a conter inúmeros significados sociais, culturais e simbólicos. Nas sociedades de consumo da era industrializada, qualquer ideia, prática cultural e substância material concebível parece ter sido transformada pelas “forças de mercado”. Isso torna o desejo por comida não uma simples questão de atender às necessidades básicas de alimentação, e, sim, parte de um discurso social em que identidades pessoais e coletivas são definidas e apresentadas. A comida foi, desse modo, transformada em símbolo, ícone, tropo, signo e status. (SLOAN, 2005, pg.69,70)



A comida faz o papel de unir palavras entre pessoas e uma conversa munida de vinho seja ele branco, tinto, rose ou verde, do tipo seco, suave ou misto, costuma durar longas horas, ou até o vinho acabar. Mesmo assim, abre-se uma nova garrafa e a conversa prossegue com ainda mais fervor e benevolência. A vida é aberta como um livro da prateleira, a cada página uma surpresa ou mesmo uma inquietação; um vestígio de passado, mas a materialização da experiência. Essa troca, essa intensidade faz parte do presente, talvez o melhor presente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Andar de ônibus também é cultura

Às vezes reclamo de andar de ônibus pelo desconforto, tempo, entre outros fatores, mas é no transporte público que me deparo com experiências de vida e histórias que enriquecem cada dia mais meu repertório.

Esses dias, na ida para a faculdade, cheguei no ponto de ônibus e uma senhora aguardava o mesmo ônibus. Logo que cheguei ali, ela exclamou, “nossa, o ônibus está demorando”. Foi o ponta pé inicial para a nossa conversa. Pela quantidade de “s” que ela utilizou para falar, logo percebi que sua origem era o Rio de Janeiro. Conversamos sobre a cultura do Rio e Brasília – minha terra natal – e comparamos com Curitiba. Falamos sobre o trânsito, as pessoas e chegamos como sempre, na gastronomia. Ela comentou que o que mais chamou a atenção dela quando veio pra cá há cerca de 9 anos, foi ir até um restaurante em Santa Felicidade e além de ter fila, demorar mais de uma hora para entrar no restaurante e fazer a refeição.

Franco (2006) fala sobre a evolução da gastronomia e suas influências:

Começam a aparecer restaurantes famosos em aldeias e proximidades de estradas, ensejando o aparecimento de verdadeiras dinastias culinárias, com papel importante na evolução da gastronomia. A grande cozinha irá inspirar-se cada vez mais na cozinha popular e na cozinha burguesa das regiões da França (FRANCO, 2006, p. 232).

Mais uma vez notei a influência gastronômica de Curitiba, que impressiona as pessoas. Muitas vezes quem está aqui não percebe, mas quem vem de fora, nota o quanto a gastronomia é valorizada por aqui. Talvez isso seja algo a se prestar mais atenção.